
Mais um ano e nos despedimos do carnaval entre plumas e paetês ou descalços e “descamisados”, vendo o bloco e trem elétrico passarem. Mesmo sendo alguém que não é bem do samba, fui conferir a caráter e pronta até para concorrer a um lugar ao sol. Vesti plumas e paetês e dancei um sambinha meio capenga, mas ao menos charmoso. Não importa se era luxo ou gari, se havia recursos de script ou não. A festa foi para todos. A magia e a vibração da cadência ritmada do samba contagiaram até “quem não é bom da cabeça ou é doente do pé”. Inúmeras festas e eventos lotaram ilhas, clubes e casas dos residentes foliões do SL, desde a sexta-feira, quando blocos e bailes temáticos anunciaram convites e prêmios tentadores para as melhores fantasias e elegeram suas musas. As opções eram tentadoras e foi tarefa “árdua” participar de toda a farra. Algumas das melhores festas seguiram nas Ilhas Bradesco, RJ City, HI5 e tantas outras, culminando em Búzios – com o encerramento oficial pelo Avabloco Samba Flow e sua marchinha deliciosa e kit-carnaval pra lá de fashion e divertido. Todos os eventos provaram que o carnaval brasileiro é a festa popular perfeita para levar mais sonho e fantasia à nossa segunda vida!

Esta festa popular tem sido celebrada há mais tempo do que se pode imaginar, mas a maioria quer apenas dançar, brincar, cantar e rasgar a fantasia na quarta-feira de cinzas, como se fosse o último dia de sua existência (e aqui podemos incluir nossa existência virtual também). Então, que tal além da farra insana, saber um pouco mais sobre a festa que nos representa e torna o Brasil tão famoso em todo o mundo? Muitos acreditam que o Carnaval é uma festa típica e nascida no Brasil, mas essa utopia em forma de alegorias tem origem remota e ancestral. A palavra “carnaval” pode ter sua origem na expressão latina “Carrum Novalis”, que eram os carros navais que faziam a abertura dos festejos das Dionisías Gregas nos séculos VII e VI A.C. ou na palavra “carnelevale”, do dialeto milanês, que significa “adeus à carne” – uma alusão ao início da quaresma cristã. Segundo alguns historiadores, o Carnaval teve origem no princípio da nossa civilização, vindo da antiga Suméria e Egito, que festejavam a fertilidade e colheita nas lavouras às margens do rio Nilo, há mais de seis mil anos atrás. -Festinha antiga, hein?- Na Grécia antiga, as celebrações faziam-se em homenagem a Dionísio, deus do vinho, da cultura e da transformação. Na Roma antiga, a festa era celebrada nas ruas pelas sacerdotisas que adoravam a Baco (nome latino de Dionísio). As sacerdotisas dançavam e gritavam por toda a cidade, provocando a desordem que contagiava as pessoas que passavam nas ruas. Em seguida, o Carnaval chega a Veneza para, então, se espalhar pelo mundo. Diz-se que foi lá que a festa tomou as características atuais: máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles…

O Carnaval Cristão passa a existir quando a Igreja Católica oficializa a festa, em 590 D.C. Já no Brasil o carnaval surgiu em 1723, com a migração vinda das ilhas portuguesas da Madeira, Açores e Cabo Verde. A principal diversão dos foliões era jogar água nos outros. O primeiro registro de baile é de 1840 e em 1855 surgiram os primeiros grandes clubes carnavalescos, precursores das atuais escolas de samba. Nos dias de hoje, temos diversos lugares célebres pelos seus festejos carnavalescos tradicionais e espetaculares, que atraem muitos turistas, são: O Carnaval do Rio de Janeiro, o de Veneza na Itália, o de Santa Cruz de Tenerife, o de Oruro na Bolívia, o de Corrientes na Argentina e o da República Dominicana. Também há um carnaval peculiar e famoso em New Orleans, USA. E claro, não podemos excluir o Second Life, onde na Era digital, o carnaval segue sua história de folclore e alegria entre pixels e fantasias bem ao nosso estilo…
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