
Pessoal, hoje quero falar de um assunto muito bacana, mas preciso que vocês viagem junto comigo e utilizem a imaginação para isto, ok? Comecemos por visualizar um cenário ambientado na estética do período vitoriano (XIX), com as suas maneiras elegantes, suas roupas formais, no ápice da revolução industrial. Em uma época de grandes transformações e desenvolvimento tecnológico, com a crescente mecanização da indústria, a construção de estradas de ferro, de locomotivas a vapor, navios, telégrafos, fonógrafos, lâmpadas incandescentes e vários grandes paradigmas sendo quebrados e novos surgindo. Neste contesto, escritores de ficção científica como Julio Verne (Vinte Mil Léguas Submarina, Viagem ao Centro da Terra…) H.G. Wells (A Guerra dos Mundos, A Máquina do Tempo…), Mary Shelley (Frankenstein), só para citar os mais conhecidos, produziram suas maiores obras, recheadas de geringonças avançadíssimas, mas baseadas na tecnologia disponível – principalmente a mecânica de engrenagens, o vapor e a eletricidade. Eles imaginaram esta tecnologia atingindo níveis impossíveis, produziram em sua criatividade máquinas fantásticas, tais como as espaçonaves, alguns veículos com capacidades incríveis, máquina do tempo e até mesmo geraram vida artificialmente, tudo movido a vapor, eletricidade e muita imaginação criativa.

No decorrer do século XX foram surgindo outras obras que, mesmo sem tanta expressividade, apresentavam uma conotação semelhante. Mas foi apenas na década de 80 que este subgênero da ficção científica consolida a maior parte de suas características atuais e passa, inclusive, a ser melhor estudado. Foi neste mesmo período que o termo Steampunk - steam é vapor em inglês - foi criado para designá-lo. Deste então continua evoluindo e criando variantes. Aparece com força na literatura, nas HQs e desenhos animados (Steamboy, Rocketeer, Atlantis- O Reino Perdido…), nos cinemas (As Loucas Aventuras de James West, De Volta para o Futuro III, Capitão Sky e o Mundo de Amanhã, A Liga Extraordinária…). Já para aqueles que conhecem o cyberpunk, entenda-o com uma variação deste, mas envolto numa estética retrô e bem menos ácida na distopia (anti-utopia) – muitas vezes até nos apresenta uma visão utópica - mas mantêm em sua essência, novamente sem tanto radicalismo, algumas das características punks, como a autonomia e a rebeldia.

Todo mundo confortável na viagem? Agora que conhecemos um pouco mais sobre o estilo, o que acham de sairmos da especulação e darmos um pulinho no metaverso, lugar onde a imaginação pode criar realidades? A cultura Steampunk está em peso na segunda vida, já conheci mais de 30 ilhas com esta temática, repletas de geringonças, de fantásticas máquinas voadoras, submergíveis, robôs a vapor, cidades submersas e outras aéreas. Locais habitados por avatares retrofuturistas, geralmente muito hospitaleiros e sempre dispostos a um bate-papo. Selecionei como ponto de partida três lugares que acredito são fundamentais para todos que desejam conhecer mais sobre o assunto. A cidade aérea SteamSkyCity localizada no céu de uma das ilhas Caledon – são inúmeras -, a loja Steam Forge e Port Babbage, um lugar riquíssimo em detalhes que acabam por caracterizar muito bem o Steampunk. Lá você vai poder visitar uma cidade portuária, várias lojas, um belíssimo farol – na minha opinião, o mais bonito da SL - uma fantástica cidade submersa, com parte do complexo acessível através do elevador em forma de batiscafo localizado no final do cais e a outra somente por submergíveis, entre outros. Quem sabe nos encontremos por lá, pois tenho um “esconderijo” em uma ilha próxima, onde deixo uma geringonça sempre pronta para decolar e se o tempo estiver bom, pode até rolar uma carona.
Onde: Port Babbage (72, 37, 106)
Caledon SteamSkyCity (128, 105, 76)
Island of Tranquility (67, 159, 26)
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