Author Archive for LucioLoureiro Pessoa

O mágico mundo de um artesão brasileiro

Pegue alguns prims, texturas, um pouco de scripts, misture bem e você terá um mundo de possibilidades, mas não a garantia de charme, beleza ou magia. A divina trindade do Second Life pode operar milagres… só que precisa do toque certo, do olhar preciso e de alma, muita alma. São justamente estes três ingredientes encontrados em Mystic Myth ou em Mystic Secrets - dois surpreendentes Sims criados por um artesão virtual brasileiro: Klaus Barzane.

Talvez a melhor expressão para descrever estes dois espaços tupiniquins da nossa segunda vida cotidiana seja experiência sensorial. Esqueça tudo que viu até agora, aumente o som ambiente do PC e se entregue ao caos proposital de uma viagem fantástica.

Sem regras, sem direção, as ilhas cheias de mitos e segredos fazem o visitante descobrir o seu próprio caminho para o inusitado.

E foi exatamente o que encontrei ao conhecer os espaços criados por Klaus, que é diretor de arte na vida real. Um universo de mundos onde cada escolha pode fazer toda a diferença.

Ao se teleportar para Mystic Myth, um cubo é o portal de recepção. Água até a cintura e explosivos obrigam o visitante optar logo entre uma das quatro portas. Cuidado! Escolha bem por onde vai seguir… mesmo que a intuição seja a sua única arma.

Minha escolha me levou por um corredor psicodélico até um pequeno gazebo, onde encontrei o belo recanto da magia. Cristais e templos se mesclavam em cores e brilho. O local tem seu ápice em um faraônico altar onde se pode levitar em busca transcendental.

O mágico mundo de um artesão brasileiro

As ilhas são dotadas de vários tours, mas é a pé que se esbarra em passagens ocultas capazes de unir o lúdico às trevas.

Na minha peregrinação, deparei-me com belas construções que foram se tornando cada vez mais sombrias. Corpos espalhados pelo chão e gritos de sofrimento sinalizavam a estrada rumo ao terror.

Algumas ruínas e o visitante se depara com um largo cheio de cruzes, tumbas e forcas. Eis o lado negro das ilhas. Tudo é interativo. Por isso, se tiver coragem vale a pena deitar em um caixão ou colocar a cabeça a prêmio

O mágico mundo de um artesão brasileiro

O movimento das ilhas é grande e rápido… poucos passos depois, a atmosfera ainda sombria revela uma vila medieval fantasma. Ruelas têm o som constante do martelar do ferro e uma igreja parcialmente destruída deixa a dúvida se o local era usado para sacrifícios.

Ao lado, uma enorme arena se ergue explicando a agonia dos sons e das almas desencarnadas. O caos pode ser sentido ainda pelas forças da natureza… Implacáveis, elas se impõem através de um forte tornado que suga tudo e todos.

O mágico mundo de um artesão brasileiro

O impactante visual das ilhas pode se materializar em algo concreto. Ser curioso aqui e olhar tudo com atenção podem ser a garantia de voltar para casa com belas lembranças. Mystics têm presentes lindíssimos estrategicamente distribuídos pelo seu proprietário… É só fuxicar e tocar.

Gosto de saber que as pessoas vieram aqui e vão levar embora uma parte das ilhas. Acho que também, é a chance de ter sempre uma atração para trazer o povo de volta. Os presentes se movimentam com as ilhas”, diz Klaus.

Após essa viagem tão intensa, as ilhas dão um pulo até os dias atuais e acredite: oferecem cinema, teatro, local para paquera e até um shopping com lindas roupas femininas e masculinas.

O mágico mundo de um artesão brasileiro

Como SL é mesmo magia e nada exatamente real, brinco com a música dos Beatles. Não espere um convite para embarcar nessa: ‘roll up, roll up for the ‘Mystic’ Tour. O místico espera para te levar além das fronteiras da imaginação.

Onde: Mystic Myth 46/115/25

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Terra livre e encantada, um lindo SIM em terras tupiniquins

No coração da SL brasileira duas ilhas low prims se rendem à magia: Friedlander I e II. O nome alemão, usado como sobrenome por judeus, quer dizer Terra Livre. Essa é a idéia primordial da criadora e proprietária das lands: Maarz Aya. O espaço pode ser baseado em contos de fadas europeus, mas tem os ‘brazucas’ como o maior grupo de visitantes e o português como língua corrente. O encantamento pode ser sentido logo na chegada dentro de um gazebo cheio de danças medievais e com uma vassoura para fazer tour aéreo.

Este primeiro Sim é composto de dois lados: um da luz e outro das trevas, tendo no fundo do mar um espaço dedicado às sereias. Quem se aventurar pela relva verde de Friedlander vai se deparar com vários recantos fantásticos como a montanha vulcânica com dois enormes rostos sobre uma ‘disco inferno’ ou o Morro das Bruxas.

Friedlander

A idéia da montanha com o rosto da Deusa tem tudo a ver com dualidade. Uma olha para o sul, outra para o norte, ou seja, bem e mal, vida e morte etc. Por isso, criei um poço de sacrifícios na base do grande rosto, que representa o fim e o começo de um desses dois lados humanos”, explica Maarz. Esta parte das ilhas ainda possui uma casa dedicada aos Hobbits de ‘O Senhor dos Anéis’ e a árvore dos Elfos, onde se pode balançar em um cipó ou tomar banho em uma fonte de estamina.

Voando sobre a gigantesca ponte que liga os dois lados da ilha, o visitante chega ao porto de Friedlander II. Como no primeiro Sim, a idéia de interatividade impera no lugar.

Friedlander

Quando pensei em criar este espaço, desejava que os avatares completassem o cenário. Então fui atrás de objetos interativos. Muitas coisas em Friedlander I e II dão presentinhos para brincar como espeto de carne ou marshmallow, escovão para tomar banho, toalha para secar o corpo, varas de pescar e muito mais”, revela a proprietária.

Após passar pela floresta encantada, o visitante encontra a sede das ilhas: um castelo medieval no meio de um lago cercado de montanhas. Também aberto à visitação, a bela construção está cheia de poses para cozinhar, comer ou tocar instrumentos musicais.

O impacto audiovisual não acaba aí. Logo atrás do castelo um rio de águas nervosas é mais um recanto de extremo realismo e fantasia. Uma dica para quem visita Friedlander é alternar entre dia e noite no console, deixando sempre o som ambiente bem alto. O lugar está cheio de cantos de pássaros, gritos de bruxas, sussurros de fantasmas e barulho do mar ou de correntezas.
Não queria fazer algo que parasse só no visual, mas sim que tivesse uma ambientação completa. Como por exemplo, no pequeno templo insular do Buda. Lá, o visitante não escuta só as ondas, mas também um mantra e sons de cristais. O local é cheio de brilho, mas fica ainda mais encantado com a força do áudio”, ressalta Maarz.

Esse é um dos segredos de Friedlander: luz e som. O ideal é que o visitante vá com amigos e com tempo para explorar, pois há locais meio escondidos.

Friedlander

Acho legal não deixar tudo visível. Tem gente que foi várias vezes e não encontrou até hoje a galeria de arte do fundo do mar e nem o Buda das Águas”, avisa a proprietária.

Em um mundo virtual onde tudo é possível, vale a pena perder uma hora para descobrir que não só de festas e ambientes tropicais vive a fábula brasileira do Second Life.

Onde: Friedlander 42/144/23

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