No coração da SL brasileira duas ilhas low prims se rendem à magia: Friedlander I e II. O nome alemão, usado como sobrenome por judeus, quer dizer Terra Livre. Essa é a idéia primordial da criadora e proprietária das lands: Maarz Aya. O espaço pode ser baseado em contos de fadas europeus, mas tem os ‘brazucas’ como o maior grupo de visitantes e o português como língua corrente. O encantamento pode ser sentido logo na chegada dentro de um gazebo cheio de danças medievais e com uma vassoura para fazer tour aéreo.
Este primeiro Sim é composto de dois lados: um da luz e outro das trevas, tendo no fundo do mar um espaço dedicado às sereias. Quem se aventurar pela relva verde de Friedlander vai se deparar com vários recantos fantásticos como a montanha vulcânica com dois enormes rostos sobre uma ‘disco inferno’ ou o Morro das Bruxas.

“A idéia da montanha com o rosto da Deusa tem tudo a ver com dualidade. Uma olha para o sul, outra para o norte, ou seja, bem e mal, vida e morte etc. Por isso, criei um poço de sacrifícios na base do grande rosto, que representa o fim e o começo de um desses dois lados humanos”, explica Maarz. Esta parte das ilhas ainda possui uma casa dedicada aos Hobbits de ‘O Senhor dos Anéis’ e a árvore dos Elfos, onde se pode balançar em um cipó ou tomar banho em uma fonte de estamina.
Voando sobre a gigantesca ponte que liga os dois lados da ilha, o visitante chega ao porto de Friedlander II. Como no primeiro Sim, a idéia de interatividade impera no lugar.

“Quando pensei em criar este espaço, desejava que os avatares completassem o cenário. Então fui atrás de objetos interativos. Muitas coisas em Friedlander I e II dão presentinhos para brincar como espeto de carne ou marshmallow, escovão para tomar banho, toalha para secar o corpo, varas de pescar e muito mais”, revela a proprietária.
Após passar pela floresta encantada, o visitante encontra a sede das ilhas: um castelo medieval no meio de um lago cercado de montanhas. Também aberto à visitação, a bela construção está cheia de poses para cozinhar, comer ou tocar instrumentos musicais.
O impacto audiovisual não acaba aí. Logo atrás do castelo um rio de águas nervosas é mais um recanto de extremo realismo e fantasia. Uma dica para quem visita Friedlander é alternar entre dia e noite no console, deixando sempre o som ambiente bem alto. O lugar está cheio de cantos de pássaros, gritos de bruxas, sussurros de fantasmas e barulho do mar ou de correntezas.
“Não queria fazer algo que parasse só no visual, mas sim que tivesse uma ambientação completa. Como por exemplo, no pequeno templo insular do Buda. Lá, o visitante não escuta só as ondas, mas também um mantra e sons de cristais. O local é cheio de brilho, mas fica ainda mais encantado com a força do áudio”, ressalta Maarz.
Esse é um dos segredos de Friedlander: luz e som. O ideal é que o visitante vá com amigos e com tempo para explorar, pois há locais meio escondidos.

“Acho legal não deixar tudo visível. Tem gente que foi várias vezes e não encontrou até hoje a galeria de arte do fundo do mar e nem o Buda das Águas”, avisa a proprietária.
Em um mundo virtual onde tudo é possível, vale a pena perder uma hora para descobrir que não só de festas e ambientes tropicais vive a fábula brasileira do Second Life.
Onde: Friedlander 42/144/23
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